logo

Estatuto do idoso, respeito, cidadania e muita emoção através da Coleção…

Postado por Fernanda Portela às 07h03
25 de agosto de 2010

As professoras Ivonete Aleixo, do 4º ano A, Sara Jane Gonçalves, do 4º ano C e Rose Mary, do 5º ano C,  da E.M. Carlos Roberto Dias, propuseram a seus alunos  um trabalho com temas relacionados aos cuidados com os mais velhos e o Estatuto do Idoso, assuntos abordado no LHI e no Livro dos Conhecimentos da Coleção Cidade Educadora.

100_3026      100_3130

Com o apoio da Pedagoga Comunitária Maria de Lourdes, que agendou uma visita a  Casa de Repouso Renascer , próxima à escola, os alunos puderam vivenciar momentos inesquecíveis , resgatando valores éticos e morais, onde a emoção tomou conta de todos  os presentes.  

 Foi um aprendizado de cidadania, respeito e amor ao próximo, temas  sempre presentes nas histórias da Coleção Cidade Educadora e que  extrapolaram os muros da escola. 

A atividade começou com a orientação aos idosos sobre o Programa Cidade Educadora feita pela agente pedagógica Fernanda Portela. Em seguida, os alunos do 5º ano C apresentaram um teatro sobre o tema e a leitura de alguns artigos do Estatuto do Idoso.

100_3047 100_3055              

                          100_3067

A agente pedagógica Carolina Stefani proporcionou muita alegria durante a contação da história  A princesa e o sapo, quando os idosos  puderam relembrar seu tempo de infância.

100_3085  102_2591  100_3124 

Um dos pontos que vale ressaltar foi a oficina de origami ministrada pelos alunos do 4º e 5º ano C, que ensinaram a arte oriental aprendida na história Tem novidade no ar, volume azul, da CCE e também a apresentação musical, realizada pelas alunas do 4º ano A.

                           102_2605

Como forma de agradecimento pelo dia tão encantador, os alunos presentearam a  cada um dos idosos com uma toalha de rosto.

Parabéns às professoras que tiveram esta brilhante iniciativa.  Com toda a certeza este dia ficará marcado em nossos corações  para a vida inteira!

Fernanda Portela

Agente Pedagógica do Programa Cidade Educadora- Praia Grande

Tags: , , , , ,
Arquivado em vivência | 5 Comentários

Aymará e Lapa compartilham experiências!

Postado por camilla.ozorio às 07h01
30 de julho de 2010

Viver é muito perigoso, escreveu Guimarães Rosa.

Podemos pensar nesse perigo como forma de desacomodação. Porque parece tão mais fácil e seguro percorrer os caminhos já conhecidos, repetir as fórmulas acertadas!

Colocar-se a viver é abrir-se para o novo, que vem ressignificar tudo aquilo que já sabemos, que já vivemos… que nos faz rever nosssos valores, nossos anseios.

É preciso ter coragem para receber o novo e experimentar, vivendo,  até onde ele pode nos levar. Foi esta disposição, esta coragem que encontramos em cada um dos educadores com quem trabalhamos durante a vivência nas escolas da Lapa.

O propósito da Vivência, no que se refere ao Programa Cidade Educadora, é possibilitar uma aproximação entre pessoas que têm na educação seu grande desafio. Nessa aproximação, viabilizar uma fértil troca de experiências e disponibilizar recursos materiais e humanos que deem subsídio para a construção de práticas que levem a termo os propósitos da educação.

Especificamente falando do Programa Cidade Educadora, colocar em foco a leitura, a literatura, a cidadania, a possibilidade de encontrar a si e perceber-se no mundo.

Nossos parceiros acolheram a proposta e compartilharam conosco seus ideais, anseios e dificuldades durante os dois meses de vivência… Pouco tempo para tantas ideias!

A entrega dos livros foi uma festa!

Camilla Ozório

Consultora Pedagógica do Programa Cidade Educadora – Curitiba

Tags: , ,
Arquivado em vivência | 1 Comentário

Experimentando e explorando com o Livro dos Conhecimentos.

Postado por kelly.acras às 07h05
22 de julho de 2010

100_7589100_7584

Alunos e suas amostras de terra!!!

Alunos e suas amostras de terra!!!

A professora Wânia Aparecida Alves Santos e Santos, do 4º C  da Escola Municipal Governador Franco Montoro, em Praia Grande,  e a agente pedagógica Kelly Grace possibilitaram uma aula prática e experimental com o Livro dos Conhecimentos de Ciências, da história  Nosso Lugar, qualquer lugar

Os alunos trouxeram para a sala de aula amostras de terra encontradas em casa. Assim a aula iniciou com a observação das amostras. Exatamente na página 39 do livro, os alunos aprenderam mais sobre a terra, como ela é, sua consistência e cor; discutiram sobre o que foi encontrado e puderam observar melhor as amostras utilizando uma lupa. Uma aluna encontrou bichinhos – caramujo; outro aluno encontrou raízes de plantas; outro formigas, e tudo foi analisado e observado. Os alunos responderam às questões do livro depois de vivenciarem o material concreto.

Uma prática divertida para os alunos! Eles se divertiam e aprendiam ao mesmo tempo! Uma prática ideal, pois é difícil responder questões sem experimentar, explorar!

A professora Wânia possibilitou uma aula transdidática a seus alunos. E tenho certeza de que eles não se esquecerão dessa aula tão prazerosa!

 Kelly Grace Acras

Agente Pedagógica do Programa Cidade Educadora  – Praia Grande

 

Tags: , , ,
Arquivado em vivência | 2 Comentários

Aymará e Lapa: início de uma nova história

Postado por camilla.ozorio às 07h05
9 de junho de 2010

A Lapa é uma simpática cidade paranaense, que até hoje mantém viva a memória de sua importante participação na história do Brasil, seja como rota dos tropeiros ou como palco de combate durante a Revolução Federalista, no episódio conhecido como Cerco da Lapa.

 

Um dos aspectos marcantes é a preservação cuidadosa de seu patrimônio histórico e cultural, entre os quais se destaca o Theatro São João, fundado como sede da Associação Literária Lapena e que ainda conserva parte do acervo de livros da época de sua fundação. 

Lapa - Theatro São João

Lapa - Theatro São João

Foi neste cenário de valorização da educação e cultura que a Aymará iniciou a Vivência nas escolas municipais Dr. Manoel Pedro, Pedro Fávaro Cavalin e Eloah D´Amico Rychwa.

Os livros da Coleção Cidade Educadora  foram recebidos com entusiasmo pelos alunos e professores e o trabalho com a Coleção está a todo vapor!

Encontro de formação de professoras

Encontro de formação de professoras

 

Equipe da Secretaria de Educação na entrega dos livros 
 

Camilla Ozório

Consultora Pedagógica – Programa Cidade Educadora – Paraná

 

 

Tags: , ,
Arquivado em vivência | 2 Comentários

Estrada Real…

Postado por rita.mattar às 07h33
15 de fevereiro de 2010

Uma criança vê o que um adulto não vê

Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.

O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que de tão visto ninguém vê.”
                                                                            Otto Lara Resende

 

Escolhi essa citação de um poeta mineiro para descrever a vivência que fizemos em Minas Gerais, em 2009. Em muitos momentos, revivemos a sensação da primeira sala de aula que tivemos. Diante de tantas carinhas de olhos curiosos ficamos imaginando a reação que cada uma delas teria frente a um livro atraente como o da Coleção Cidade Educadora.

Os olhos atentos diante dos novos livros acendem esperanças. A imaginação aguçada será mais que um ponto de partida para as paixões pelos textos. Voltamos ao ponto de partida e de chegada – a educação, em toda sua plenitude e conflitos, em toda suas certezas e dúvidas, enfim, em toda sua beleza e paixão. Neste tecer, também de sentimentos desencontrados, confirmamos a afirmação de Michel Serres, filósofo que afirma: o importante, para mim, é o saber, transmitir o saber, sem nunca esquecer a piedade.

Falar de Minas Gerais  é falar de Educação, de histórias, de corais e boa música. Lá, a ordem dos fatores não altera o grau de importância diante da descoberta destas palavras sinônimas. Ali encontramos o ouro de Minas, que até hoje se garimpa, que é o conhecimento.

Reunião com gestores

Reunião com gestores

 

                    

Rita e Angela

Rita e Angela

 Rita Mattar e Angela Pereira

Consultoras  Pedagógicas do Programa Cidade Educadora

Tags: , ,
Arquivado em vivência | Nenhum Comentário

Pelas mãos de Camila

Postado por José Ricardo Moreira às 10h31
13 de novembro de 2007José Ricardo Moreira

Para quem não me conhece, sou o que escreve por dever de ofício e compromisso de alma. Ele mesmo, o indigitado: o autor.

Costumo dizer que, a mim, ficou reservada a melhor parte da historia: escrever as histórias. Depois, viajar pelas cidades onde o Cidade Educadora está sendo vivenciado, conhecendo os rostinhos de quem nos lê. E a vida, também, porque vida não pede licença para se mostrar. Vida invade quando a gente menos espera e nos deixa plantados no meio do dia, sem referência, esperando que o próximo minuto nos lance um ponto de apoio.

Semana passada aconteceu algo assim. Estávamos em Campo Largo, Paraná, conversando com mais uma turminha. Não vou falar da sensação que é entrar em uma sala — são muitas, são tantas! — e encontrar vinte, trinta crianças ansiosas por conhecer pessoalmente um autor. Pela primeira vez!

Não vou falar porque não há como descrever. Eu também já estive lá e também já lancei meu olhar de menino sonhador para a porta, esperando que, por ali, adentrasse um… um o quê? Sei lá, um homem que via o mundo com as letras. Um homem que tinha um outro jeito de olhar. Quarenta anos depois, mal sabem eles, os pequenos, que eu também procuro coisas nos olhos deles, a cada nova sala de aula.

Conversávamos. Sobre tudo. Sobre os livros, os gibis, as lagartixas e as pipas, que é como se deve entabular uma conversa dessa importância. E de repente, lá do cantinho da sala, uma pergunta em voz suavíssima, quase inaudível:

“O senhor já criou algum personagem com deficiência visual?”

Uma pergunta séria. De gente grande. Ou de gente que tem um bom motivo para perguntar. Cheguei mais perto e lá estava Camila. Rostinho voltado para a carteira, ouvidos atentos. Ouvindo. E antes que eu falasse sobre a história da Henrieta, uma menina espertíssima que brincava de caminhar com olhos vendados pela cidade, aprendendo um outro jeito de ver o mundo — Henrieta e sua mãe eram voluntárias num programa de leitura para cegos, etc e tal — eis que percebo as mãos de Camila. Mãos que passeiam sobre a carteira, dedinhos atentíssimos.

Chego mais perto. E vejo que Camila tem nas mãos um exemplar de “Um lugar para Todo Mundo”, um dos livros da Coleção. Até aí, nada de mais. Todos os alunos tinham um, isso é ponto inegociável do Programa. Mas o de Camila era em Braille.

Camila tinha em mãos um lindo volume em Braille. Grandão, vistoso, diferente! E o tocava com o critério que só os deficientes visuais devotam aos livros, entre o cuidado e a carícia.

Acho que tinha mais de carícia naquele toque. Acho que Camila ainda não acreditava que aquele livro fosse só seu. Só seu em todos os sentidos, todos os sentidos de Camila.

E ninguém tinha me dito nada. Uma carinhosa armadilha do pessoal da Aymará? Ou a informação teria se dispersado na pressa de nossos dias, como acontece com quem tem urgência de realizar? Difícil saber. Nem vem ao caso, deixa pra lá.

Então, Camila, ficamos nós dois, no meio da sala, de boca aberta, meio acreditando, meio sem acreditar. Com relação a Camila, é fácil entender: aquele certamente seria seu primeiro livro. O inacreditável primeiro livro que alguém, inesperadamente, colocou diante de suas mãos. Pensando bem, talvez todos os livros, sobre todas as carteiras, fossem os primeiros.

Sim, Camila, é fácil entender sua surpresa, seu recolhimento. Sua timidez de filhote de pardal.

Mas e quanto a mim, Camila, que já andei e ando tanto por aí? Como explicar a todo mundo a falta do que dizer, a fala presa na garganta, a cara de bobo?

Como vocês dizem, Camila, que mico…

Deixa pra lá. Que bom que você ganhou seu livro. Imagino o quanto ele deve acompanhar você para lá e para cá, companheiro de todas as horas. E imagino que, de tanto tocá-lo, você vai descobrir que há uma história por trás de tudo isso. Há mil histórias. E todas começarão por esta, que você acabou de ganhar.

Como vocês dizem, que massa, Camila!

Tags: , ,
Arquivado em Artigo, vivência | 7 Comentários

Editora Aymar
Curitiba: Rua Lamenha Lins, 1709 - Rebouças - Fone/Fax: (41) 3213-3500
Sagarana