O Diáio de Bordo da Coleção Cidade Educadora possui uma característica única: é um material pessoal do aluno, onde ele registra o que deseja e da forma como prefere. É um dos queridinhos das crianças!

A turma toda com seu diário!
A professora Ester Maria Vieira dos Santos, do 4º ano B, da Escola Municipal Governados Franco Montoro e a Agente Pedagógica Kelly Grace Acras, proporcionaram um momento especial inicializando as atividades do Diário de Bordo com os alunos. No primeiro momento, a página de apresentação foi lida e interpretada pelos alunos. A seguir, todos preencheram a primeira atividade, que solicitava as informações pessoais de cada um.
Após, a agente pedagógica Kelly iniciou uma conversa sobre como cada um era por dentro e por fora. E pasmem, os alunos foram bem verdadeiros e começaram a explicar sobre como cada um era.
Conversamos também sobre os males que já proporcionamos à alguém; e assim, o primeiro aluno a levantar o braço foi o Guilherme, que falou sobre um episódio em que deu um soco em seu melhor amigo. E ele, então, foi questionado sobre sua atitude. E de repente se virou para seu amigo Otávio e se desculpou. E assim, vários alunos também levantaram as mãos para comentar sobre algum fato acontecido em sala e teve até um que se levantou e abraçou seu amigo pedindo desculpas. As emoções borbulharam…Os sentimentos afloraram! Muitas desculpas, depoimentos, desabafos e até mesmo algum choro.
A professora fez várias interferências que fez com que os alunos refletissem sobre como tratar os amigos. e, para finalizar a aula ,ela contou uma história linda, que dizia assim:
“..Era uma vez um menino que tinha um temperamento muito difícil. O pai deu-lhe um saco de pregos e disse a ele que cada vez que perdesse a calma, ele deveria pregar um prego na cerca. No primeiro dia, o menino pregou 17. Nas semanas seguintes, como ele aprendeu a controlar o seu temperamento, o número diminuiu consideravelmente…
Ele descobriu que era mais fácil se segurar do que pregar aqueles pregos na cerca. Finalmente, chegou o dia em que o menino não perdeu a calma em nenhum momento. Ele então falou ao seu pai sobre isso e o pai sugeriu que o menino tirasse da cerca um prego por dia se ele não perdesse a calma. Os dias passaram e o menino, então, estava finalmente pronto para dizer ao pai que tinha retirado todos os pregos da cerca. O pai, então, o pegou pela mão e foram até a cerca onde lhe disse: ” você fez muito bem meu filho, mas veja só os buracos que restaram na cerca.
A cerca nunca mais será a mesma! Quando você fala alguma coisas com raiva, elas deixam cicatrizes como estas aqui. Não importa quantas vezes você peça desculpas, a ferida ainda está lá. Um ferimento verbal é a mesma coisa que um físico, embora as palavras possam cair no esquecimento, as marcas deixadas pelo significado são para sempre.”
Tenho certeza de que essa aula ficará nas memórias de cada um dos presentes. Foi um momento emocionante e significativo!
Parabéns à professora Ester que mostrou a seus alunos como podemos ser melhores na vida e espero que os alunos se envolvam cada vez mais durante cada uma das atividade do Diário de Bordo e da Coleção Cidade Educadora!
Kelly Grace Acras
Agente Pedagógica do Programa Cidade Educadora- Praia Grande