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Estudos em Salvador

Postado por cristina.moratto às 07h59
12 de março de 2010

Segunda feira, dia 8 de Março de 2010, iniciou-se o trabalho de nossa equipe diretamente nas escolas, uma ação que recomeça após dias de intensa preparação da Equipe do Programa Cidade Educadora- Salvador.

Durande a fase de preparação, a equipe trocou ideias sobre como a literatura contribui para a aprendizagem da criança, sobre as aberturas que o texto literário dá para que o professor insira os diversos temas em suas aulas, e  de como nossos alunos  podem aprender mais e de forma motivadora.

As contribuições que a equipe trouxe em torno da literatura proporcionaram um olhar diferenciado sobre os livros da Coleção Vermelha. Por ser um material novo em Salvador, a equipe se debruçou sobre eles e pode perceber diversas possibilidades de trabalho.  A descrição que o escritor José Ricardo faz  de Recife, na história Cadê o bicho que estava aqui?, nos dá vontade de conhecer cada cantinho do Brasil!

Ao estudarmos o currículo do município, percebemos que temas como Tecnologia, Avaliação, Diversidade, Transdisciplinaridade, entre outros, estão relacionados a Coleção Cidade Educadora e, constatamos também, que o currículo pode nortear o trabalho do professor para o desenvolvimento do aluno enquanto ser humano em sua plenitude. E  cabe a nós,agentes pedagógicos, auxiliarmos os professores nessa jornada.

Após diversas discussões, o grupo se percebeu mais preparado para trocar ideias sobre o plano de ação apresentado para a equipe . Nos depoimentos coletados em 2009, constatamos a validação do Programa Cidade Educadora e alguns pontos que merecem ser  melhorados em 2010.

A partir do estudo dos projetos do Diário de Bordo, a equipe do Programa Cidade Educadora percebeu a necessidade de um maior envolvimento da família e da comunidade nos projetos da escola e de nos inserirmos mais  na prática diária do professor. Para tanto, estudamos os marcos de aprendizagem do município, analisamos todos os conteúdos e fizemos uma infinidade de associações com as histórias e atividades da Coleção Cidade Educadora.

Esse tempo de estudos nos fez enxergar as diversas possibilidades de atuação que temos e nos fez perceber também, que se faz necessário, cada vez mais, mostrarmos o que esta acontecendo em nosso meio, mostrando os vários talentos que encontramos em nosso dia-a-dia e socializando nosso  sonho de mudança e transformação social.

Juntos caminhamos para o desenvolvimento  de um país melhor.

Cristina Mendonça

Agente Pedagógica do Programa Cidade Educadora – Salvador

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Salvador Cidade Educadora e Avaliação

Postado por Marcos Marcelo Ferreira Barreto às 06h33
24 de fevereiro de 2010

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A Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer – SECULT do município de Salvador (BA) desenvolveu e aplicou uma avaliação para verificar o desempenho de leitura e escrita de alunos do 1º ao 5º ano, no ano de 2009.
O modelo de avaliação desenvolvido em parceria com o Programa Cidade Educadora – Salvador, tem entre seus objetivos identificar em que fases ou hipóteses de leitura e escrita encontram-se as crianças no Ensino Fundamental I.
Entre os pontos de avanço que este evento trouxe para a educação soteropolitana, um merece atenção: foi uma oportunidade, na história recente de Salvador,  na qual gestores e educadores da  se reuniram para discutir o tema avaliação considerando e ouvindo atores (gestores, coordenadores, professores e especialistas em educação) residentes e trabalhando na cidade.
Salvador é uma metrópole, com mais de 400 escolas municipais. A SECULT organizou a cidade em onze zonas, nas quais cada uma possui uma Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Estas CRE enfrentam desafios de diversas naturezas e cada uma possui um perfil administrativo e pedagógico que se ajusta à sua realidade social e local, o que tem possibilitado ao município adaptar-se, dentro do possível, às demandas pedagógicas de seus cidadãos. Em vista dos fatos supracitados, as discussões que objetivaram a construção do instrumento de avaliação trouxeram a tona um retrato complexo da diversidade educacional de Salvador, pois há muitas variáveis que não são comuns a todas as CRE. Encontrar parâmetros que permitissem um trabalho unificado e que integrassem estas características constituiu-se em verdadeiro exercício de “Educação para a Diversidade”. Nossos gestores e gestoras demonstraram maturidade profissional, ao possibilitar que questões de ordem educacional fossem priorizadas em detrimento de questões de outra natureza.
Trabalha-se muito pela educação soteropolitana pois existem muitos desafios. Mas, esta ação iniciada com elaboração de um instrumento de avaliação, com a participação de educadores que vivem e trabalham na cidade e em suas escolas é um sinal seguro do compromisso de Salvador consolidar-se como uma Cidade Educadora.
Parabéns educadores de Salvador!
Marcos Barreto
Programa Cidade Educadora – Salvador

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Avaliação: inquietação recorrente na educação

Postado por Ana Julia Kloeppel às 14h51
6 de novembro de 2007Ana Julia Kloeppel

Conforme destacou Antoni Zabala [1], “(…) diferentes países e grupos de educadores mais inquietos se propõem formas de entender a avaliação que não se limitam à valoração dos resultados obtidos pelos alunos” , sabemos que as discussões e reflexões em torno da avaliação continuam acaloradas em todos os ambientes físicos, sociais e virtuais mobilizados pela educação.

Atualmente, com os resultados apresentados por sistemas de avaliação como Prova Brasil, Pisa e sistemas privados de avaliações – as chamadas avaliações institucionais – a questão adquire proporções e provoca inquietações ainda maiores.

Mesmo com essa preocupação, que inevitavelmente está voltada para  resultados – muitas vezes insatisfatórios –, o foco da avaliação precisa, essencialmente, contribuir para uma melhoria considerável da educação em nosso país, ou seja, dever ser uma estratégia significativa, entre outras, para favorecer qualitativamente (e por conseqüência quantitativamente) a educação, o processo ensino–aprendizagem, a auto-estima e a autonomia moral e intelectual de  professores e alunos.

Nesse sentido, uma avaliação coerente com as considerações expostas deve promover reflexão tanto por parte dos alunos sobre seu processo de aprendizagem, numa perspectiva de metacognição [2], quanto dos professores (bem como das escolas, redes de ensino e demais atores desse processo) sobre a ação pedagógica, adequando-a principalmente em termos de estratégias de aprendizagem, e considerando cada aluno como único, em um processo em que todos os elementos devem ser avaliados e regulados.

Portanto, a avaliação não pode ser excludente, uniformizadora e simplesmente seletiva e, sim, por seu caráter inquietador, geradora de novas aprendizagens. Deve partir, por exemplo, dos próprios indicadores apresentados pelos sistemas de avaliação, para não apenas levar os alunos a buscar recuperar a “nota”, mas professores e escola a recuperar a aprendizagem [3].

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[1] ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 195.
[2] Segundo Flavell, metacognição é a capacidade dos indivíduos de monitorar e regular os próprios processos cognitivos.
[3] Idéia destacada por Celso Vasconcelos em Avaliar para crescer. Nova Escola on-line/ dez 2000.

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