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Arquivo da categoria ‘Artigo’

Reflexões sobre o fazer do agente pedagógico…

Postado por Hilmara Santos às 07h03
26 de agosto de 2010

Andar pelo Subúrbio Ferroviário de Salvador tem nos mostrado muito mais do que ouvimos falar e esperávamos ver numa região periférica. Isso porque o exercício diário de observar e contribuir com a prática de docentes soteropolitanos nos tem feito compreender a dimensão da responsabilidade de formação in loco que está sobre os ombros do Agente Pedagógico, e que, independente de região geográfica ou situação financeira, a profissionalização é de suma importância na carreira docente, pois como já afirmou Freire (1996, p. 92): “O professor que não leve a sério sua formação, que não estude que não se esforce para estar à altura de sua tarefa, não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe”.

Quem transita pelo Subúrbio de Salvador não precisa de muito para perceber o quanto a região fala da sua própria história, e a educação da suburbana constrói um contexto próprio, mas não isolado e dissociado da educação construída nas demais regiões da capital baiana, esta forma peculiar de educar nos remete a Pimenta (2006, p.47) dizendo que: “(…)a pedagogia é a ciência da prática. Aí está a sua especificidade. Ela não se constrói como discurso sobre a educação. Mas a partir da prática dos educadores tomada como referência para a construção dos saberes no confronto com saberes teóricos. Pelo processo de reflexão dessa prática como prática social histórica tomada como totalidade.”

Esta reflexão nos possibilita compreender o misto profissional e empírico que permeia o fazer docente da região, nos abrindo o olhar para a responsabilidade de respeitar a práxis desenvolvida neste lugar e buscar possibilidades de enriquecimento pedagógico, sem ferir esta peculiaridade.

O comportamento e atitude resistente e resiliente dos professores diante da cultura hodierna que cultua o ter em detrimento do ser, e oferece cultos ao corpo e a sexualidade, ao passo em que caminhamos para o aperfeiçoamento de um sistema violento que parece não ter mais fim, nos faz refletir sobre o hiato que se instala entre a educação da atualidade em relação à educação de outrora.

Falamos de um professorado que respeita o seu educando concernente aos seus quereres e fazeres, mas que não é conivente com a violência avassaladora que insiste em arrastar os jovens do subúrbio para a margem. Falamos de um professorado que busca uma cultura que, segundo Eagleton (2005, p. 18): “[...] tinha a ver com valores, em vez de preços; com moral em vez de material; com elevado, em vez de filisteu. [...] Era o lugar onde o erótico e o simbólico, o ético e o mitológico, o sensorial e o emocional podiam fazer sua morada dentro de uma ordem social que dispunha cada vez menos tempo para qualquer um deles.”

Nesta perspectiva, compreendemos que ser Agente Pedagógico no Subúrbio de Salvador, assim como em qualquer região da capital baiana, é estar assumindo um desafio, e, para tanto, é preciso não somente estar ciente da realidade e do contexto, mas, sobretudo, estar preparado.

Hilmara Santos

Agente Pedagógica do Programa Cidade Educadora – Salvador

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Uma feira para não esquecer

Postado por marta.costa às 08h41
27 de abril de 2010

O que você pensaria de uma cidade com 40 quilômetros de arcadas, isto é, de calçadas cobertas, separadas do leito da rua por colunas nos mais diferentes e encantadores formatos?
O que você pensaria de uma cidade que tem a universidade mais antiga da Europa?
Como você imagina, dentro dessa cidade, uma feira internacional com centenas de países, milhares e milhares de livros para jovens e crianças, nos mais diferentes formatos, concepções gráficas, enredos, intenções e estilos? Ilustrações que são verdadeiros quadros artísticos, pop ups aos montões que fazem sair das páginas animais, pessoas, edifícios, situações, paisagens, flora e fauna extraordinárias?
Pois é, gente, descobri que o paraíso do livro infantil tem endereço: Bolonha, na Itália. Era a Feira do Livro Infantil de Bolonha 2010, evento para editores, autores, ilustradores e agentes literários, realizada de 26 a 29 de março passado. A Aymará esteve presente: cinco livros selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil que ganharam espaço e visibilidade no estande e no catálogo da Fundação. Uma honra, um prêmio, um sinal de qualidade.
Selecionados foram Miguel Sanches Neto (“Um camponês na capital”), Samir Thomaz (“O cobrador que lia Heidegger”), Massao Simizo (“As quatro estações e outros haicais”), Eliana Yunes (“Tecendo um leitor: uma rede de fios cruzados”) e eu (“Sempreviva, a leitura”). Estivemos em importante companhia de Bartolomeu Campos Queirós, Lygia Bojunga, Ana Maria Machado, Roger Mello, Ângela Lago e outros bambas da literatura infantil e juvenil brasileira.
Muitos pavilhões, muitas editoras, livros aos milhares, centenas de pessoas circulando pelos corredores, parando nos estandes, olhando livros, fazendo negócios. Em cada parada, a pesquisa e a curiosidade eram satisfeitas: descobria-se ora uma narrativa surpreendente, ora uma ilustração de abrir os olhos, um formato inovador de livro ou de concepção gráfica. Passar pelos países e pelos continentes era questão de cruzar um corredor, de trocar de pavilhão, de voar ou navegar pelos estandes. Também muito livro sem novidade, que parecia a cópia do que já vimos e lemos em tempos e plagas brasileiras. Há leitores e consumidores para todo tipo de história, não é?
Prefiro noticiar o que mais me surpreendeu: você, que considera narrativas “longas e cansativas” uma história de 20 páginas, o que diria de um livro de 96 páginas (com algumas poucas ilustrações em preto e branco)destinado a uma criança de cinco anos??? Com que admiração, embasbacamento e um desesperado desejo de mais olhos você veria as ilustrações húngaras, um primor, uma surpresa, um conjunto de técnicas de artistas inspiradíssimos? Além disso, que mistério e desafio tentar ler os livros editados na China, na Coréia do Sul (país homenageado na Feira) e na África, com escritas desenhadas e inacessíveis aos analfabetizados nos idiomas?
Para quem ama livros, histórias, a beleza da arte humana e a vida, a Feira de Bolonha foi (e continuará sendo) um banquete sem igual. Por falar nisso, eu vinha trazendo alguns docinhos servidos no banquete, mas eles caíram no caminho (e se perderam no oceano Atlântico) . Restaram apenas os sabores da memória: aromáticos, dulcíssimos…

Marta Moraes da Costa

Diretora do Centro Pedagógico da Editora Aymará

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Programa Cidade Educadora e a Jornada Pedagógica 2010.1 – Universidade do Estado da Bahia.

Postado por Marcos Marcelo Ferreira Barreto às 08h12
19 de abril de 2010

Oficina UNEB 047

 O Departamento de Educação Campus-I (DEDCI), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), realizou nos dias 07 a 09 de abril de 2010 a Jornada Pedagógica UNEB 010.1 (http://jornadauneb2010.blogspot.com).  Durante a Jornada Pedagógica da UNEB, o Programa Cidade Educadora (PCE) realizou a oficina  A LITERATURA COMO PONTO DE PARTIDA PARA UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.

Os objetivos da oficina foram apresentar a Aymará Edições e Tecnologia e o Programa Cidade Educadora (PCE) ,por Regina Mainardi, e a Coleção Cidade Educadora (CCE) Livro de Histórias e Idéias, por Rita Lauria e Sueli Lima, Diário de Bordo, Livro dos conhecimentos, Áudio-livro; e Diário de Bordo do Professor.Também foram objetivos demonstrar estratégias de leitura para a Literatura ,por Marcos Barreto; discutir temas transversais a partir da Literatura, e abordagens transdisciplinares sobre o texto literário apresentado por Angela Santos; para chegar ao principal: justificar porque a Literatura pode servir de base para um processo educacional de qualidade.

O resultado foi uma tarde de construção de saberes e conhecimentos sobre Literatura e Educação. A participação de graduandos e professores da instituição e de outras universidades foi bastante expressiva. Perguntas sobre o Programa Cidade Educadora, relatos de educadores que já conheciam a Coleção Cidade Educadora em escolas municipais de Salvador, muitos voluntários para a construção de estratégias de leitura do texto literário, e participação ativa durante as discussões temáticas com base na história Minha casa, sua casa , de José Ricardo Moreira. Durante o momento de avaliação do evento, e segundo depoimentos de participantes, foi possível a construção de justificativa da Literatura como base para uma Educação de qualidade.

Ao final das atividades, com a sala completamente cheia, como agradecimento à atenção e colaboração de todos, houve o sorteio brindes.  

A Aymará  e o Programa Cidade Educadora, representados pela supervisora Regina Mainardi, congratularam a Universidade do Estado da Bahia, representada pelo diretor do Depto. de Educação Campus I, o professor Antônio Amorim, e agradeceu às professoras Ana Lago, Maria Helena e Patrícia Magris pelo empenho e suporte fornecidos para a realização da nossa oficina.

Marcos Barreto

Programa Cidade Educadora – Salvador

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Stand do Programa Cidade Educadora é o mais visitado e comentado na Semana Pedagógica do Departamento de Educação da UNEB!

Postado por sara.reis às 09h51
14 de abril de 2010

A Universidade do Estado da Bahia – UNEB – abriu as portas do Departamento de Educação para o Programa Cidade Educadora, em uma importante parceria que ainda renderá muitos  frutos.

 A Semana Pedagógica é um importante momento de construção coletiva e troca de conhecimentos, e o Programa Cidade Educadora  fez parte deste processo ativamente no dia 09/04.

Além da Oficina de Literatura, foi cedido um espaço privilegiado para a montagem do stand e a exposição dos materiais que envolvem o Programa . Organizado pelas agentes pedagógicas Cristiani Lago e Sara Reis, este foi o stand mais visitado e comentado por professores e alunos que estavam na Universidade.

Programa Cidade Educadora na UNEB

Programa Cidade Educadora na UNEB

Todos queriam manusear os livros, visualizar os banners e compreender a proposta do Programa Cidade Educadora. Foi uma experiência marcante e única, que certamente renderá muitos frutos positivos para todos nós!

 Sara Reis

Agente Pedagógica do Programa Cidade Educadora – Salvador

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Aymará na Feira de Bolonha!

Postado por Júlia Scandiuci Figueiredo às 08h37
5 de abril de 2010Júlia Scandiuci Figueiredo

A Feira de Bolonha, que acontece todos os anos na Itália, na primavera,  é a mais importante mostra de literatura infantil e juvenil  do mundo, com as últimas tendências do setor e o que tem sido feito de melhor no segmento.  Assim, a Editora Aymará não poderia deixar de estar lá para conferir as novidades.

A Editora Aymará  incluiu cinco de seus livros no mais importante catálogo de literatura do Brasil, o da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, também  presente em Bolonha.

Os livros indicados foram:

Um camponês na capital, de Miguel Sanches Neto

O cobrador que lia Heidegger, de Samir Thomaz

As quatro estações e outros haicais, de Massau Simizu

Sempreviva, a leitura, de Marta Morais da Costa

Tecendo um leitor: uma rede de fios cruzados, de Eliana Yunes

No próximo ano, com toda a certeza, estaremos novamente em Bolonha com novos livros!

Regina Mainardi, Julia Figueiredo, José Ricardo Moreira e Marta Moraes em Bolonha

Regina Mainardi, Julia Figueiredo, José Ricardo Moreira e Marta Moraes em Bolonha

 Julia Scandiuci  Figueiredo

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JECEABA É UMA CIDADE EDUCADORA!

Postado por Júlia Scandiuci Figueiredo às 08h41
5 de março de 2010Júlia Scandiuci Figueiredo

O dia 03 de março foi importante para a pequena cidade de Jeceaba, MG, e para o Programa Cidade Educadora (PCE). Neste dia, foi selado o compromisso de trabalho entre a equipe PCE e a Secretaria de Educação de Jeceaba. Em reunião com a secretária de educação, Beatriz Martins da Silva e o coordenador geral das escolas, Eduardo Assis, a equipe do Programa formou o comitê de atuação na cidade, alinhou objetivos e planejou ações para o ano de 2010.

É sempre uma alegria ter um município novo no Programa Cidade Educadora, com novos olhares e muitas crianças lendo, aprendendo e se formando a partir de histórias e ideias!

Jeceaba é uma Cidade Educadora!

Ana Amélia Reis

Coordenadora de Atendimento do Programa Cidade Educadora – Jeceaba

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A LEITURA COMO ATO POLÍTICO

Postado por marta.costa às 07h29
1 de março de 2010

A proximidade das eleições e o discurso dos candidatos repõem no cotidiano palavras como saúde e educação. Se isso ocorre, é porque cada uma delas apresenta problemas graves a serem sanados, talvez no próximo mandato, talvez em data muito longínqua.

Sobre a saúde, as doenças do corpo exigem socorro imediato, afetam o presente e o futuro do indivíduo. Faltam médicos, remédios, recursos para tratamentos demorados. Paralelamente, pesquisas e tecnologia apontam para a maior longevidade e diminuição das dores e temores. Paradoxo dos tempos em que vivemos: a dengue é endêmica mas a inseminação artificial resulta em milagres duplos, quádruplos, quíntuplos…

Já as doenças do espírito e da inteligência afetam o passado, o presente e, em especial, o futuro. Faltam professores e salários decentes, escolas adequadas, material didático avançado e eficaz. As teorias e experimentos converteram o espaço escolar em laboratório de sucessos e também de fracassos. A polêmica mais recente trata dos ciclos do ensino fundamental, em que a reprovação dos alunos por desempenho insuficiente foi abolida. Os defensores dessa posição pedagógica justificam-se afirmando que aprendizagem não é sinônimo de fracasso pessoal, que seria o sentimento experimentado pela criança em vista dessa reprovação. Já os adversários, horrorizam-se com o analfabetismo explícito de crianças e pré-adolescentes: “como é possível que Luisinhos /Aninhas, com 9, 10 ou 11 anos, sejam analfabetos na 4ª, 5ª ou 6ª série ?”

Mais adiante, no vestibular, a reclamação é generalizada. De um lado, candidatos buscam ingerir pílulas de conselhos e modelos de redação, rápidas, indolores, sem sabor. A redação maléfica, qual bruxa indesejada, agora obrigatória e eliminatória, figura como assombração. Do outro lado, professores a brandir ameaças, a distribuir conselhos, de caneta vermelha na mão, sangrando notas abaixo da linha de reprovação.

Na vida profissional, o exercício da escrita tem sempre a marca de Caim: quem pode, dela foge. E se justifica: “Escrevo mal porque leio pouco”, “é raro o tempo para ler”, “é a falta de hábito”, etc. etc Qualquer que seja a razão, existe uma quase inexistente troca de saberes/sabores através do texto escrito. Disso resulta a inteligência verbal desnutrida, a escrita tolhida, a comunicação e expressão de pensamentos e informações reduzidas ao nível da Idade da Pedra ( um tanto de grunhidos, rabiscos imagéticos, balbucio, incompletude).

As irmãs gêmeas, não idênticas e muito menos siamesas, que são a escrita e a leitura, expõem as pessoas em fraldas verbais. O infantilismo no trato com a linguagem, seja para escrever o mínimo de linhas e o mínimo de ideias, seja na compreensão de textos verbais, necessariamente curtos e simplificados, promove uma sociedade apática (sem a vitalidade da informação com suas contradições e profundidade), manejável ( satisfeita com os valores e conceitos ensinados por salvadores da pátria/comunicadores de plantão) e à mercê de arautos e clarins do terror tecnológico ( o e-book dará fim ao livro, a escrita dos chats acabará com a norma padrão da língua portuguesa).

         Para além da desinformação e do temor, a necessidade de discutir as questões relativas à leitura e escrita no âmbito de toda a sociedade pode esclarecer que papéis queremos desempenhar, enquanto país, no teatro da cultura e da cidadania.

Por que, estejamos conscientes, na sociedade do conhecimento, anunciada por todos os que estudam o presente para lançar previsões para o futuro, não haverá lugar para os analfabetos funcionais (aqueles que, com dificuldade, leem ou escrevem textos simplificados). A crise do emprego passa pela rala qualificação dos postulantes a um posto de trabalho. A crise educacional passa pelo desamor ao estudo e à leitura. A crise de cidadania passa pelo desconhecimento de normas básicas da civilização, pela desinformação, pela apatia decorrente da nenhuma informação qualificada.

São  muitos os aspectos a serem discutidos pela sociedade  – e pelos candidatos a cargos políticos – na área da leitura e da escrita, da informação e do conhecimento, da pesquisa e da tecnologia, da escola e da sociedade. E todos eles afetam o tecido social, com muita profundidade.

Mas o túnel tem distância determinada e acaba; então a luz do sol se impõe. Nós trabalhamos para que ela brilhe. Qualificamos o material e o professor que, por sua vez, qualifica a criança. Acreditamos que o estímulo à leitura pode nascer em qualquer canto: numa sala de aula equipada; na pobre morada da família de subúrbio; na criança que ainda não aprendeu a ler; naquela que lê sem gostar; no professor desamparado mas entusiasmado; na escola que briga pelo reconhecimento do bairro e do município; em todos aqueles professores que reinventam sua metodologia no cotidiano da prática; naqueles que insistem porque acreditam.

E o canto da cidade será nosso!

Marta Moraes da Costa

Diretora do Centro Pedagógico da  Editora Aymará

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Visita do autor José Ricardo a Santos no final de 2009

Postado por eliana.isidoro às 11h33
25 de janeiro de 2010

Autor com os alunosAluno fazendo pergunta para José RicardoAutor José RicardoAutores, alunos, agente pedagógica e professor

O autor José Ricardo Moreira  visitou a UME Oswaldo Justo da cidade de Santos. Os educandos estavam ansiosos, pois nunca tinham conhecido pessoalmente um autor de livros.

Alguns alunos desenharam como imaginavam que seria a aparência física do autor e outros escreveram uma poesia com a ajuda do professor para recitarem no dia da visita .

Quando o autor chegou, acompanhado de uma das autora do Diário de Bordo, os alunos ficaram eufóricos.  As crianças fizeram várias perguntas,  tais como: qual personagem era seu preferido, qual o livro que ele fez primeiro, com quantos anos começou a escrever e se vai escrever mais livros.

José Ricardo respondeu a todas as perguntas e prometeu um novo livro com histórias de terror que os alunos estão esperando ansiosamente.

 Poema recitado pelos alunos na visita:

UM LUGAR PARA TODOS NÓS

Professor José Roberto Dantas

Eu tenho um sonho

Meu sonho é que

A rua de todos nós

Seja realmente de todos.

 

Eu tenho um sonho

Meu sonho é que

Minha casa, sua casa

e o planeta sejam

Um lugar para todo mundo

 

Cheio de amor, respeito

a tudo e a todos

Amizade e muito Benquerer

 

Por isso, sinta-se parte do Planeta

Cuide bem dele

Que ele cuidará bem de você.

Eliana Isidoro

Agente Pedagógica do Programa Cidade Educadora – Santos

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Intercâmbio: Salvador e São Paulo

Postado por kelly.acras às 09h19
21 de janeiro de 2010

É incrível o poder de transformação que a Coleção Cidade Educadora promove com alunos, professores, equipes de escolas e comunidade. Quem acompanha o tabalho com a Coleção nas escolas sabe o que estou dizendo!

No final do ano de 2009, a Assistente Pedagógica Ana Carolina, da Escola Municipal Mário Possani – Praia Grande/SP, comentou sobre sua vontade de realizar um intercâmbio dos alunos  de Praia Grande com  os de Salvador. Assim, comuniquei à Agente Pedagógica Mirian, de Salvador,  e combinamos a troca de cartas entre alunos de 5º anos, que utilizam o volume verde da Coleção Cidade Educadora.

Acompanhei a produção das cartas dos alunos da Professora Vanessa Costa, do 5º ano, e era nítido a empolgação e curiosidade de todos sobre o trabalho com a Coleção em Salvador. Os alunos fizeram muitas perguntas e falaram sobre sua cidade, escola, professora, enfim contaram um pouco de suas vidas aos colegas baianos.

O dia que receberam as cartas foi um momento fantástico, cada aluno recebeu uma carta e leu para seus colegas da classe. Ainda houve curiosidade, pois eles imaginavam como seria aquele aluno que enviou a carta, imaginava sua escola, e me perguntavam como é a Bahia. Conversei com os alunos e comentei um pouco do que sabia das escolas e das crianças de lá.

Este trabalho foi tão especial que deve acontecer com mais frquência, pois a troca de experiências entre os alunos proporcionou rodas de conversa sobre a regionalização, cultura das cidades, conhecimento e a professora trabalhou com a produção textual, que se estendeu por várias etapas, pois os alunos fizeram rascunhos das cartas, revisaram e depois realizaram a produção oficial que seria postada no correio. 

Fico feliz de participar deste momento e quero parabenizar a todos os envolvidos neste trabalho maravilhoso!

Kelly Grace Acras

Agente Pedagógica do Programa Cidade Educadora – Praia Grande

Carta da aluna Beatriz

Carta da aluna Beatriz

Carta da aluna Millena

Carta da aluna Millena

Praia Grande/SP

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Que venha 2010!

Postado por Júlia Scandiuci Figueiredo às 09h03
5 de janeiro de 2010Júlia Scandiuci Figueiredo

Agora, nosso negócio é 2010!

Pra começar o ano com tudo, uma pequena história do Julio Cortázar, um escritor argentino que o mundo perdeu em 1984.

Famas, Cronópios e Esperanças são personagens fabulosos do livro História de Cronópios e de Famas, que vale a pena conhecer.

Que em 2010 sejamos todos um pouco Cronópios!

Feliz Novo Ano!

 

Tartarugas e Cronópios 

Agora acontece que as tartarugas são grandes admiradoras da velocidade, como é natural.

As esperanças sabem disso e não ligam.

As famas sabem e caçoam.

Os cronópios sabem e cada vez que encontram uma tartaruga, puxam a caixa de giz colorido e, na lousa redonda da tartaruga, desenham uma andorinha.

 Julio Cortázar – História de Cronópios e de Famas 

 

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