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O sucesso no processo educativo

Postado por celia.cunico às 11h20
5 de maio de 2008

Por que a Educação Básica e a Universidade não têm conseguido cumprir a sua principal função, que é a de promoção do desenvolvimento humano e de ampliação da experiência humana? É bem verdade que, atualmente, estamos diante de questões desafiadoras, como por exemplo, na Educação Básica, o baixo desempenho de aprendizagem dos estudantes da escola pública, tanto no Brasil como em outros países. No Ensino Superior, mesmo que os cursos das universidades públicas apresentem resultados superiores em relação aos de universidades particulares – 21,2% dos cursos alcançaram o conceito 5 (máximo), contra 1,6% do sistema particular –,  ainda assim, enfrentam o desafio  da evasão. Quais são as causas?

Segundo dados apresentados pela Folha de S. Paulo de 30 de dezembro de 2007, as principais causas da perda de eficiência nas universidades federais no país são o desencanto dos alunos com os cursos, problemas de  gestão e dificuldades financeiras dos estudantes.  Para responder à questão inicial, vamos destacar dois dados: ausência de aprendizagem (causa principal do baixo desempenho) e desencanto dos alunos (causa principal da evasão). A partir desses dados e citando como referência um pensamento de Elvira Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento humano, é possível iniciar uma reflexão mais depurada sobre as formas de aprendizagem que possibilitam o desenvolvimento humano. Diz Elvira: “Do ponto de vista antropológico, o educador tem a função de dar continuidade à espécie humana, trazendo para as novas gerações o conjunto das aquisições realizadas historicamente pela humanidade…” (texto: “Questões atuais sobre desenvolvimento humano”, Revista Pátio – nº 16).

Esse recorte do texto de Lima possibilita o entendimento da função do educador no cenário escolar, que é de um agente social que tem como tarefa principal a introdução de novos conhecimentos, novas informações  e novas formas de atividade para ampliar a experiência humana. Com base nesse entendimento, pode-se afirmar que a tarefa do educador no espaço da sala de aula visando promover o desenvolvimento humano através da aprendizagem não pode se limitar a ações didáticas que não apresentem significado para o aluno.

Mudanças são necessárias na forma de ensinar! Uma prática pedagógica compromissada com o processo de aprender (em qualquer nível de ensino) se constitui em conhecer melhor como se dá o desenvolvimento humano e em como propor atividades que desenvolvam a percepção, a atenção, a memória e a imaginação, a fim de que o aluno possa constituir um determinado conceito e se apropriar do conhecimento.   

Assim sendo, o fazer didático do professor, embasado no seu próprio conhecimento pedagógico e na proposta pedagógica da escola, deve buscar apresentar propostas de atividades inovadoras e diversificadas que envolvam o educando em situações de ler, observar, registrar de várias maneiras, anotar, refletir, contar  o que observou, explicar para os companheiros…

Enfim, oportunizar diferentes situações que possibilitem formas diferenciadas de ver e pensar um mesmo objeto de conhecimento. O tema em questão é amplo e suscita muitas abordagens e reflexões. Mesmo assim, apenas com essa breve reflexão, será que ainda há dúvida quanto à importância da atuação do educador para o sucesso do processo educativo?

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